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domingo, 23 de junho de 2013

OUTONO 3º CAPÍTULO

Então está aqui, o terceiro capítulo de "OUTONO" conforme prometido! Quero agradecer as pessoas que me mandaram recados carinhosos sobre sua ansiedade em ler o terceiro capítulo e àqueles que divulgaram o blog aos amigos a fim de que chegássemos logo aos 50 seguidores! Em menos de 24  horas atingimos a meta. Espero que gostem:

CAPÍTULO 3
          Eu sabia que aquela não era uma simples festa

Enfim o dia da festa chegou. A minha falta de animação inicial havia se convertido em total ansiedade, afinal, foi por causa da insistência de minha mãe em comemorar meu aniversário em alto estilo que eu estava namorando o garoto mais cobiçado da escola _ apesar de não ter mais muita certeza de que queria continuar com ele _ e isso havia melhorado meu relacionamento com todos por lá. Também por causa da festa eu não usava mais meus horríveis óculos de tartaruga e estava mais popular do que nunca na escola _embora essa última parte ainda me deixasse meio confusa porque minha timidez continuava.
Eu me levantei ainda sonolenta, vesti um short branco e uma camiseta de malha azul clara e amarrei uma fita branca nos cabelos. Passei um batom levemente rosado e desci para a cozinha. Não havia ninguém em casa, pelo menos eu não estava vendo.
_ Carol! _ minha mãe chamou do jardim. _ Venha ver como a decoração ficou bonita.
Eu saí da cozinha e parei, surpresa com o que via. O jardim havia sido totalmente transformado para a festa, havia uma enorme tenda branca onde seria realizado o baile e, no centro, um palco para a apresentação do Poeira (sim, era verdade, eles iriam se apresentar na minha festa), luminárias japonesas enfeitavam a entrada da casa, formando uma alameda iluminada e havia grandes arranjos cada um com cinco dúzias de rosas vermelhas espalhados por todo o jardim; a um canto havia uma admirável mesa coberta com uma toalha de damasco branco com um pedestal de três andares que serviria para colocar o bolo que estava para chegar. Estava tudo tão bonito, nem parecia a minha casa!
O mais interessante nisso tudo foi que quando fui me deitar, na sexta-feira à noite, não havia nenhuma movimentação para a transformação do jardim e no sábado quando me levantei estava tudo quase pronto, com exceção de um ou dois detalhes que o pessoal do Buffet ainda estava confeccionando. Como será que isso aconteceu?
No decorrer do dia, entre a movimentação de ir ao salão de beleza, à manicure, escolher as joias que iria usar naquela noite e me arrumar para receber os convidados, esse detalhe acabou passando despercebido, mas, eu precisava me lembrar de perguntar à minha mãe quem era esse pessoal que arrumava tudo tão rápido e sem incomodar a ninguém.
Mais tarde, no salão, Jacó conseguiu fazer um verdadeiro milagre em mim. Puxou a parte da frente dos meus cabelos para cima, deixando cair alguns fios sobre a minha testa e fez enormes cachos escorregarem por sobre meus ombros. Para finalizar, ele borrifou um “spray” com brilho que fazia os fios cintilarem a cada movimento da minha cabeça. Enfim, eu tinha o cabelo dos meus sonhos e usava um vestido verde musgo que combinou muito bem com os meus olhos, drapeado no corpete e com uma ampla saia bem vaporosa.