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terça-feira, 2 de julho de 2013

OUTONO 4º Capítulo

E chegou o dia em que completamos 100 seguidores! Conforme prometi, aqui vai o quarto capítulo de OUTONO! Aproveitem!!!!


CAPÍTULO 4
Hypollitus

Existe um tipo de pesadelo que não tem fim, é aquele que começa quando a gente acorda e percebe que aquilo que aconteceu foi real, não foi sonho... Esse é o pior dos pesadelos, porque não se pode acordar dele! Meu Deus! Tudo aconteceu de verdade, não foi sonho! A minha festa, meus amigos “normais” se despedindo mais cedo, a declaração oficial de que sou, ou melhor, que somos todos bruxos... Aquela intrigante profecia que eu não sei de que se trata... Tudo foi real!
Eu não queria me levantar da cama, mas a luz vermelha do relógio digital no criado mostrava que já era nove horas da manhã e meus pais já deviam ter se levantado.
Eu estava vivendo um grande paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que queria saber mais sobre minha vida (que, agora eu descobria, eu não sabia nada), eu não queria enfrentar a realidade!  Eu queria continuar lá, no aconchego do meu quarto, na minha cama, com meu velho pijama...
Sem escolha, eu coloquei um leve vestido florido que lembrava a primavera, talvez para expulsar o outono que havia tomado conta da minha vida, prenunciando um inverno muito negro. Passei um batom combinando, deixei os cabelos soltos e saí do quarto. Normalmente eu não me maquiava desse jeito num domingo de manhã, mas, eu precisava desesperadamente de alguma coisa para me animar.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dividida entre dois amores...

Uma bruxa, dois amores...
Um guardião belo, misterioso e perigoso...
Um terrível bruxo, disposto a tudo para conseguir o Poder Absoluto!
Essa é a vida de Carolina Jardim!

LEIA OUTONO! Um livro para viajar!

domingo, 23 de junho de 2013

OUTONO 3º CAPÍTULO

Então está aqui, o terceiro capítulo de "OUTONO" conforme prometido! Quero agradecer as pessoas que me mandaram recados carinhosos sobre sua ansiedade em ler o terceiro capítulo e àqueles que divulgaram o blog aos amigos a fim de que chegássemos logo aos 50 seguidores! Em menos de 24  horas atingimos a meta. Espero que gostem:

CAPÍTULO 3
          Eu sabia que aquela não era uma simples festa

Enfim o dia da festa chegou. A minha falta de animação inicial havia se convertido em total ansiedade, afinal, foi por causa da insistência de minha mãe em comemorar meu aniversário em alto estilo que eu estava namorando o garoto mais cobiçado da escola _ apesar de não ter mais muita certeza de que queria continuar com ele _ e isso havia melhorado meu relacionamento com todos por lá. Também por causa da festa eu não usava mais meus horríveis óculos de tartaruga e estava mais popular do que nunca na escola _embora essa última parte ainda me deixasse meio confusa porque minha timidez continuava.
Eu me levantei ainda sonolenta, vesti um short branco e uma camiseta de malha azul clara e amarrei uma fita branca nos cabelos. Passei um batom levemente rosado e desci para a cozinha. Não havia ninguém em casa, pelo menos eu não estava vendo.
_ Carol! _ minha mãe chamou do jardim. _ Venha ver como a decoração ficou bonita.
Eu saí da cozinha e parei, surpresa com o que via. O jardim havia sido totalmente transformado para a festa, havia uma enorme tenda branca onde seria realizado o baile e, no centro, um palco para a apresentação do Poeira (sim, era verdade, eles iriam se apresentar na minha festa), luminárias japonesas enfeitavam a entrada da casa, formando uma alameda iluminada e havia grandes arranjos cada um com cinco dúzias de rosas vermelhas espalhados por todo o jardim; a um canto havia uma admirável mesa coberta com uma toalha de damasco branco com um pedestal de três andares que serviria para colocar o bolo que estava para chegar. Estava tudo tão bonito, nem parecia a minha casa!
O mais interessante nisso tudo foi que quando fui me deitar, na sexta-feira à noite, não havia nenhuma movimentação para a transformação do jardim e no sábado quando me levantei estava tudo quase pronto, com exceção de um ou dois detalhes que o pessoal do Buffet ainda estava confeccionando. Como será que isso aconteceu?
No decorrer do dia, entre a movimentação de ir ao salão de beleza, à manicure, escolher as joias que iria usar naquela noite e me arrumar para receber os convidados, esse detalhe acabou passando despercebido, mas, eu precisava me lembrar de perguntar à minha mãe quem era esse pessoal que arrumava tudo tão rápido e sem incomodar a ninguém.
Mais tarde, no salão, Jacó conseguiu fazer um verdadeiro milagre em mim. Puxou a parte da frente dos meus cabelos para cima, deixando cair alguns fios sobre a minha testa e fez enormes cachos escorregarem por sobre meus ombros. Para finalizar, ele borrifou um “spray” com brilho que fazia os fios cintilarem a cada movimento da minha cabeça. Enfim, eu tinha o cabelo dos meus sonhos e usava um vestido verde musgo que combinou muito bem com os meus olhos, drapeado no corpete e com uma ampla saia bem vaporosa.