domingo, 1 de dezembro de 2013

INVERNO - Segundo Capítulo

Bom, pessoal! Eu havia pensado em esperar até o Blog chegar aos 350 participantes para postar o segundo capítulo de INVERNO, mas, não resisti e resolvi compartilhar. Afinal, o que é um escritor sem leitores, sem julgadores? Espero que vocês comentem e me digam o que acharam.

Com base nisso, aqui está, em primeira mão, o SEGUNDO CAPÍTULO de INVERNO!!!
Enjoy!

CAPÍTULO 2
A Solidão dói

Meu Deus, onde Erick estava? A última coisa que eu podia me lembrar era de ter adormecido nos braços dele, chateada e preocupada.  Desci correndo as escadas, sem me preocupar em tirar o pijama. Ainda estava cedo, mas, encontrei minha mãe na sala, sentada, talvez esperando que eu aparecesse para o café da manhã, pois, era segunda-feira e eu teria aula. Pelo visto meu pai já havia saído.
_ Mãe, onde o papai está?
_ Já saiu pro hospital, filha, bom dia pra você também, venha tomar café. _ ela me respondeu com um sorriso doce.
_ Ai meu Deus... _ gemi.
_ Por que Carol, você precisa dele com urgência? Aconteceu alguma coisa? Onde está o Erick? _ ela me atropelava com suas perguntas, sem me dar chance de responder. Via-se que estava preocupada.
Eu olhei para ela e, no meu olhar, ela viu que estava acontecendo alguma coisa aterradora. Ela estendeu os braços e eu me aninhei neles.
_ Erick sumiu _ falei num fio de voz.
Ela se afastou:
_ Como sumiu?
Eu contei a ela o meu sonho e como eu havia acordado sem ele ao meu lado. Normalmente as pessoas não dão muita atenção aos sonhos, mas, eu sou uma bruxa e sonhos devem ser levados em consideração. Minha mãe teve a reação normal que se esperaria dela:
_ Vou chamar seu pai. _ e, dizendo isso, ela fechou os olhos.
Alguns segundos depois, ela os abriu assustada:
_ Não consigo localizá-lo!
_ Ai meu Deus! _ respondi. _ Tenta chamar outra pessoa, mãe, Charlotte, Ambrosina, qualquer pessoa! Vou chamar o Erick. _ e aí foi a minha vez de fechar os olhos e não conseguir ver Erick em lugar nenhum.
Esse contato telepático que os bruxos fazem entre si é muito interessante. Quando queremos falar com alguém, pensamos fortemente nessa pessoa e nos conectamos a ela. Nesse caso, nós não conseguimos nos conectar com ninguém, nem com meu pai, nem com Erick. Era como se eles estivessem com um celular dentro de uma caixa de chumbo à prova de qualquer sinal...
Minha mãe reuniu todas as suas forças e enviou o “chamado”. Era um sinal que nossa comunidade bruxa fazia, tipo um S.O.S. para todos os membros, quando alguém estava em apuros. Isso era usado desde que Hypollitus se tornou uma ameaça perigosa.
Instantes depois, fumacinhas coloridas encheram a sala da minha casa. Charlotte e Robert, seguidos de Ambrosina chegaram primeiro. Logo depois, tia Samantha com a família e meus outros tios e primos. A família de Methe foi a última, como sempre, embora não se tivessem demorado.
_ Onde está Erick? _ uma preocupadíssima Charlotte perguntou.
Eu abaixei os olhos. Se nem ela que era a mãe dele sabia onde ele estava, o caso começava a ficar grave. Minha mãe começou a explicar atropeladamente sobre meu sonho e a falta de contato com meu pai.
_Por que não telefonamos para o hospital? _ a ideia me pareceu um pouco ridícula, considerando-se que nunca usávamos o telefone para comunicação entre bruxos, mas, aquela era uma emergência.
Minha mãe pegou o telefone e conversou rapidamente, desligando apreensiva, sem falar com meu pai.
_ Ele não chegou lá... A Tatiana disse que estava a ponto de telefonar para saber o motivo do atraso dele.
Isso estava significando que meu sonho tinha fundamento. Mas, é claro que nem tanto, meu pai não estava morto, é claro que não. Ele é um bruxo experiente, não se deixaria pegar com facilidade, não é mesmo?
Enquanto eu pensava nisso, meu rosto se enchia de lágrimas quentes. Charlotte me abraçou, enquanto tia Rovena levava minha mãe para se sentar e os outros começavam a discutir onde procurar por papai e por Erick.
Erick também havia sumido... Mas, meu sonho não falava nada sobre ele... Só se ele tivesse visto que alguma coisa estava acontecendo e tivesse ido atrás de papai. Então estava tudo certo, Erick era metade vampiro e Hypollitus não sabia disso, ele também era um bruxo poderoso e não deixaria Hypollitus (supondo que fosse ele que estivesse por trás disso) fazer nenhum mal ao meu pai.
Eu estava quase aliviada pensando nisso, quando, de uma hora para a outra, o dia virou noite em minha casa. Tudo escureceu. A casa tremeu tanto que não parecia que fosse ficar em pé. Houve uma ventania terrível e todas as janelas se abriram. Raios começaram a chicotear no interior da casa iluminando os rostos assustados dos presentes. Cortinas voavam, quadros se soltavam da parede, cristais se quebravam.
Hypollitus!
A porta da frente se abriu com um estrondo. Tudo se aquietou e a escuridão era a única coisa palpável. Os raios não iluminavam mais a sala. A claridade do dia voltou. Minha mãe se levantou, soltou um grito horrível e desmaiou nos braços de Robert. Eu segui seu olhar e também gritei.
Jogado no chão, pálido e inerte, com um ferimento estranho no lado direito do pescoço, jazia meu pai. A terrível coruja preta que me ameaçava no ano anterior pairou sobre ele por alguns instantes e despareceu em seguida.
Charlotte me abraçou e me levou para o outro canto da sala enquanto os outros bruxos corriam para socorrer papai. De onde eu estava eu podia ver os feitiços reanimadores de Ambrosina, as energias vitalizadoras de tia Samantha e nuvens de gases azuis e verdes em formatos estranhos sobre o corpo de papai, enquanto Methe e sua família se concentravam em sua cabeça fazendo movimentos cabalísticos.
Essa movimentação durou mais ou menos 15 minutos, período no qual minha mãe recobrou os sentidos. Depois tudo parou. Todos os bruxos que se ocupavam de papai se voltaram para nós, com os braços ao longo do corpo e a cabeça baixa. Seu corpo inanimado continuava na mesma posição em que fora jogado, minutos antes. Nada. Nem um sopro de vida. Então eu entendi. Estava acabado para ele. 24 de junho de 2013. Saudades de sua esposa e sua filha...
Apenas uma lágrima solitária desceu pelo meu rosto. Ao longe, como num sonho, eu ouvia o choro de minha mãe e as vozes das pessoas ao meu redor. A única coisa que eu conseguia enxergar era o meu pai, nada mais. Seu rosto pálido, seus lábios arrocheados, os olhos, antes tão penetrantes, agora fechados para sempre... Suas mãos estavam machucadas, como se ele tivesse lutado antes de... Eu não conseguia pensar na palavra “morrer”. Meus pés me levaram até ele e eu me ajoelhei ao seu lado.
Passei a mão pelo seu rosto enquanto a lembrança vívida do seu abraço me assaltava. Eu me lembrei do seu carinho quando eu quase morri enfrentando Hypollitus.
_ “Minha menina corajosa!” _ foi o que ele me disse quando me abraçou naquele dia. Onde estava minha coragem agora? Eu estava me sentindo tão sozinha! Sem Erick a situação estava pior, pois, pelo menos ele poderia me confortar um pouco, aliviar, com seu carinho, a indizível dor que me perfurava a alma.
Eu senti a mão de tia Samantha em meus ombros.
_Meu bem, nós precisamos ver o que fazer. _ nem todo o carinho com que ela me falou suavizou o significado de suas palavras. Fazer alguma coisa significava providenciar... Providenciar o quê? Enterro? Mandar meu paizinho para debaixo da terra? Significava que eu não nunca mais iria poder olhar nos seus olhos? Nunca mais sentiria seu abraço? Eu solucei. A dor no meu peito machucava. Eu a encarei, lívida e trêmula.
_ O que vocês vão fazer? _ estava claro que minha mãe não conseguiria tomar nenhuma atitude.
Como sempre, Methe se adiantou e fez a sua proposta, que acabou sendo aceita por todos:
_ Minha sugestão é que não devemos deixar a cidade alarmada com a morte de Albano. Não sabemos o que foi que o matou e temos nossos próprios meios de cuidar de nossos mortos. Encontraremos algum médico bruxo que poderá se passar por Albano por um tempo até que possamos fazer com que a ideia de sua morte seja melhor aceita pela cidade. Talvez uma doença grave que seja fatal depois de algum tempo. Não é bom que se espalhe que Albano foi assassinado. _ ele parou de falar e fungou de modo sentido. Josefina o abraçou.
_ Alícia, venha até aqui. _ ele continuou e minha prima se aproximou.
_ Você vai se transformar em Carol e irá à escola em seu lugar. Apresse-se porque já são quase sete horas.
Imediatamente eu vi na minha frente uma Carol com a blusa  do terceiro ano da escola e mochila nas costas. Alícia fechou os olhos e desapareceu.
_ Zacarias, procure por Meredith. Ele poderá substituir Albano no hospital. Diga que ele deverá se apresentar na Santa Casa como se fosse ele, atender seus pacientes e agir naturalmente. Depois explicaremos melhor o que precisa ser feito. Helena, chame os pais de Albano e traga também alguém que possa cuidar deles. Não se esqueça dos pais de Beatriz.
Meus avós moravam juntos, os dois casais, numa casa adorável no interior da floresta Amazônica.
Tia Helena foi atrás de meus avós e tio Zacarias saiu a procura desse cara que eu não sabia quem era, Meredith.
Arranjos feitos, era hora de saber o que fariam com papai. Ambrosina fez aparecer um altar de pedra no lugar onde ficava a mesa da sala e papai foi colocado lá. Pelo menos assim ele não estava do jeito jogado com que se encontrava no chão anteriormente. Ela se acercou dele e passou as mãos a alguns centímetros de seu corpo, em toda a sua extensão. Então ela parou e nos olhou, assustada:
_ Não consigo fechar seus ferimentos.
_ Então, a magia que o matou deve ter sido muito forte, Ambrosina. _ Josefina disse.
_ Eu pensei que havia sido um vampiro, devido ao ferimento no pescoço, mas, parece que foi algo pior. Não podemos simplesmente deixá-lo ir sem descobrir o que aconteceu. _ Ambrosina continuou.
_ O que você sugere? _ foi a vez de Methe perguntar, visivelmente apreensivo.
_ A única coisa que pode ser feita, meu amigo. Enviaremos Albano para o Templo Maior e o deixaremos aos cuidados dos “passageiros”.
_ Quem são esses “passageiros” que você quer que fiquem com meu pai? _ indaguei.
_ São os Dácios, um grupo de bruxos que vive recluso no Templo Maior e que cuida de desvendar novos feitiços e, por vezes, a cura para eles.
_ Você acha que eles poderão ressuscitar o papai?
Ambrosina me olhou com ternura:
_ Infelizmente não, minha querida. O que nós queremos é saber que tipo de feitiço o matou, junto com esse ferimento no pescoço. Por mais estudiosos e poderosos que os Dácios sejam, por mais que eles entendam de todo tipo de magia conhecida desconhecida para nós, eles ainda não foram capazes de trazer ninguém de volta do mundo dos mortos. Venha minha querida, você, como herdeira de seu pai, receberá também todo o seu poder, agora que ele se foi. Venha me ajudar a prepará-lo.
E ela fez com que aparecessem ao redor do altar sete candelabros, cada um com sete velas. A luz da manhã novamente deu lugar à escuridão e o ambiente ficou iluminado apenas com a chama bruxuleante das velas. Uma mortalha branca surgiu em minhas mãos e Ambrosina sinalizou para que eu cobrisse o corpo. Assim eu fiz, começando pelos pés, mas, quando chegou a hora de cobrir seu rosto, eu não consegui, minhas mãos tremeram e eu me debrucei em cima dele, chorando.
Minha mãe chegou perto e acariciou os cabelos de papai. Os outros bruxos se aglomeraram ao redor. Naquele momento, tia Helena chegou, acompanhada de meus avós, os pais de mamãe e os pais e papai, que choravam sentidamente.
Os pais de papai chegaram perto dele e sua mãe o beijou na testa. Seu pai estava visivelmente emocionado, embora não chorasse alto. Eles estenderam as mãos, num gesto de quem abençoavam a passagem do filho querido. Quando eles terminaram, se afastaram e deram lugar à Grande Mestra Ambrosina, que se aproximou cuidadosamente.
Ambrosina ergueu as mãos sobre o corpo de papai e, delas, caíam pingos de água dourada, enquanto ela recitava:
_ Katavul periyateh, Albano, anpu unkal periya kaikal pera, avar, nitiya oli kontu cella mutiyum periya anpu unkal itayam utaika mutiyatuteh, avarai nim matiyaka ceya. Enave atu irukiratu.
Eu não entendi o que Ambrosina recitou, mas, senti o Poder de suas palavras. O corpo de meu pai levitou por alguns instantes e, Ambrosina disse:
_ Dacios! Enkal cakotarar Albano pera.
Para meu desespero, o corpo desapareceu, enquanto raios vieram para cima de mim e desceram por sobre minha cabeça. Era o poder de papai passando para mim, penetrando em todo o meu ser. Eu pude ver o mundo do jeito que ele via, pude olhar as pessoas com o magnetismo que ele olhava. Era como se ele vivesse em mim.
Eu sabia que eu podia gritar, espernear e chorar e que tudo isso me seria permitido diante da imensurável dor que me invadia a alma. Mas eu não fiz nada disso, apenas duas lágrimas quentes e silenciosas desceram pelo meu rosto, não mais. Gritos desesperados não trariam meu pai de volta. Eu teria que ser forte.

A sala voltou ao normal. Eu me permiti cair no sofá com a cabeças entre as mãos. Alguém estava chamando minha mãe para se deitar um pouco. Outras pessoas confortavam meus avós, que vieram me abraçar. Eu me senti culpada. Se não fosse a perseguição de Hypollitus contra mim, meu pai estaria vivo. Minha avó me beijou, dizendo:
_ Se seu pai morreu salvando sua vida, ele morreu feliz, minha querida. _ Isso foi a pior coisa que eu escutei naquele dia... Meu pai morrer para me salvar... Eu desabei.
Charlotte se sentou ao meu lado. Eu sabia que ela sofria mais do que eu com a falta de notícias sobre Erick. A cerimônia de adeus ao meu pai, embora rápida, foi emocionante. Eu queria ter tido mais tempo com ele, queria poder ter-me despedido devagar... Mas, talvez tenha sido melhor assim: Saber que ele não estava debaixo da terra, como normalmente se faz com os mortos, me dava um certo alívio. Era como se, de repente, eu pudesse ir ter com ele, como se ele tivesse ido fazer uma longa viagem... Ambrosina soube suavizar com maestria a hora mais terrível da minha existência.
Já fazia bem uma hora que eu estava na mesma posição com Charlotte me acariciando os cabelos, tal qual seu filho o fazia, quando Alícia chegou da escola.
_ Como foi na escola Alícia? _ Methe perguntou.
_ Estranho... Muito estranho.
_ Como assim, estranho? _ poderia mesmo ter acontecido qualquer coisa na escola sem que ninguém da comunidade bruxa se apercebesse, pois, todos estavam com a mente ligada nos acontecimentos daquela manhã na minha casa.
Sem responder, ela me perguntou:
_ Carol, Sissi estava planejando algum tipo de intercâmbio fora do país?
_ Não, claro que não. Ela me contaria se estivesse indo fazer intercâmbio, com certeza me chamaria e teria contado ao Bernardo também.
_ Pois, te conto que a mãe dela a buscou na porta da escola e disse que o intercâmbio havia sido antecipado e que era para ela viajar hoje. Eu tentei me aproximar para impedi-la de levar Sissi, ou pelo menos perguntar alguma coisa, mas, uma força poderosa me manteve no chão, como se eu estivesse colada. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, D. Alexandra já a havia levado e eu não sei para onde.
Eu não tive dúvidas, mesmo com todo o meu sofrimento, fechei os olhos e me transportei para a casa de Sissi. Como a casa dela era um lugar que eu frequentava muito, eu pude aparecer do lado de dentro, sem problemas. Eu já não sentia mais náuseas quando me transportava daquela maneira, mas, naquele dia uma onda de enjoo se assomou em mim, me deixando tonta e suando frio.
_ Sissi! _ gritei enquanto andava pelo quintal da casa que estava toda fechada.
_ Sissi! _ Nada... Não vi nem ouvi ninguém. Nenhum sinal de vida humana. Nem a empregada estava em casa. Eu estendi a mão direita e a porta da cozinha se abriu. Eu entrei, apreensiva... Dessa vez eu já não chamava pelo nome dela.
Não havia ninguém em casa. Fui até o quarto de Sissi, estava tudo em seus devidos lugares e isso era muito esquisito, pois, ela não costumava deixar o quarto muito arrumado. O quarto de D. Alexandra também estava com tudo no lugar como se ninguém morasse lá. Essa não! Caraca! Sissi também havia sumido. Peguei o celular e liguei para Bernardo.
_ Alô! _ ele respondeu no outro lado da linha.
_ Bernardo, tudo bem? _ eu me esforçava para parecer normal, apesar dos choques daquele dia. _ Você tem notícias de Sissi?
_ Ah! Carol, ela já foi para o intercâmbio, você não se despediu dela?
_ Que intercâmbio Bernardo, você também? Alôô-ow! Sissi sumiu Bernardo! O idiota do Hypollitus sumiu com ela também.
_ Você tá doida Carol? Foi Hypollitus quem sumiu! Ninguém o vê há mais de um ano! Sissi estava planejando essa viagem há meses! Não é possível que você não se lembra!
Meu Deus, aquilo estava pior do que eu poderia esperar. Bernardo havia sofrido uma lavagem cerebral! Ah! Não! Meu pai morto, Erick e Sissi desaparecidos e agora eu ainda teria que lidar com Bernardo dominado. O que eu poderia fazer?
_ Bernardo, onde você está?
_ Na facul, Carol.
_ Olha, presta atenção: vou pedir a alguém pra te buscar aí, tá bom? Tô precisando de você aqui com urgência. _ e, falando isso, desliguei.
Antes de ir para casa eu fui até a escola, procurar a Antonieta na secretaria. Perguntei sobre o intercâmbio da Sissi, inventei que eu também queria fazer. Ela olhou bem nos meus olhos e disse:
_ Você precisa de um tempo para preparar a documentação. Aliás, não sei por quê você não foi com ela, você estava tão animada! Como você sabe, são documentos que demoram para ficar prontos, você não se lembra de que você e ela vieram várias vezes aqui pedindo para acelerar o processo?
Mais uma pessoa dominada. Que horror! Voltei para casa em poucos segundos. Expliquei a situação ao pessoal. Estávamos numa sinuca de bico. Com Erick e Sissi desaparecidos e meu pai... Eu não queria pensar naquilo... Eu falei pra eles que alguém teria que buscar Bernardo.
_ Alfredo vai buscá-lo. _ Xiii! Eu não me atrevia a me lembrar qual foi a reação de Bernardo na última vez que ele “viajou” com Alfredo, mas, tudo bem, ele tinha que vir.
Alfredo começou a se transformar naquela imensa criatura, metade lobo, metade cavalo, na verdade, um centauro com cabeça de lobisomem e, levantando as patas dianteiras, sumiu numa fumaça escura.




6 comentários:

Marcela Marques disse...

Oi Valeria!
Não preciso falar mais nada do quanto amo seu primeiro livro.
A cada capítulo, vou me apaixonando mais pelos personagens e pela história!
Parabéns pelo segundo capítulo!
Você é fonte de inspiração e admiração!
Beijos,
Marcela.
ocantinholiterario.blogspot.com

Valéria Schmitt disse...

Marcela querida! Você é uma menina maravilhosa, muito madura e eu confio nos seus julgamentos. Aprendi a te admirar lendo as suas resenhas e tenho certeza de que será uma grande escritora um dia! Beijos... E... Muito obrigada!

Thamires Rodrigues disse...

Mulher, o que você fez com os personagens? Adorei o primeiro capitulo e adorei esse mais ainda, estou ansiosa para saber o que de fato aconteceu e por que parece que a Carol está uma realidade paralela. Estou amando e mais uma vez, a emoção está me tomando ao ler. :3

Beijinhos, Thami. R. - Marca Provisória

Ariádne Tamires disse...

geeeeeeeeeeente que isso Val? quer me matar?
Ain Sissi! :/ coração na mão!
e o Erick? onde ele esta :( sofri tanto com ele sumindo que nem liguei tanto que o Pai da Carol morreu tadinho! rs
Não vejo a hora de ler os próximos! esta me matando de curiosidade!
Está tudo PERFEITO como imaginei que seria :) parabéns Val!
Beijos
tamigarotaindecisa.blogspot.com.br

Valéria Schmitt disse...

Oi Thamires, senti sua falta! Que bom que gostou! é... A história vai esquentar daqui pra frente, depois que a Carol amadureceu as responsabilidades cresceram, rs. Beijos

Valéria Schmitt disse...

Tami querida! Nãããooo! Não quero te matar rsrs. Mas estou a-do-ran-do sua curiosidade, rsrs.

Tadinho do pai da Carol, vc nem ligou? Bjos